sexta-feira, 6 de junho de 2014



Recursos de baixa tecnologia para alunos com TEA

Para planejar estratégias significativas vale repensar sobre o conceito de tecnologia Assistiva.
   Segundo Bersch (2006, p.2), deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada, que se encontra impedida por circunstâncias da deficiência.  
   Para os alunos com TEA, as estratégias e recursos de baixa tecnologia têm a responsabilidades de apoiar o desenvolvimento das habilidades de comunicação e de interação social. Os recursos aqui apresentados podem ser aplicados em alunos de 3 a 8 anos, pois nessa fase a arte de brincar para VIGOTSKY( 1998), pode ajudar a desenvolver a comunicação com os que o cercam e consigo mesma, podendo ser aplicado em sala de aula, biblioteca, sala de recursos multifuncionais e informática. Segue abaixo alguns exemplos:
Prancha de Comunicação:
As pranchas de comunicação podem ser construídas, utilizando-se de objetos, símbolos, letras, sílabas, palavras ou números. As pranchas são individuais e personalizadas feitas pela necessidade do aluno, como também devem ser consideradas as possibilidades cognitivas, visuais e motoras.


Cartões de Comunicação
Público alvo: Crianças com TEA com dificuldades de comunicação, motora e interação social.

Local de utilização: a atividade pode ser utilizada na sala de AEE, na sala regular bem como em outros ambientes de acordo com o contexto em que a criança se encontra.

Descrição da atividade: A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: (substantivos, alaranjados; adjetivos, azuis; verbos, verdes; sujeitos, amarelos; expressões sociais, rosa e miscelâneas, branco).
Nesta atividade, ambos os professores (de AEE e da sala regular) poderão trabalhar diferentes conteúdos, tais como: substantivos, adjetivos,verbos bem como expressões sociais. Poderá, ainda, trabalhar as cores. As figuras escolhidas para os cartões devem ser o mais próximo possível da realidade da criança para que possa dá sentido e ver funcionalidade no seu uso.
Uma excelente alternativa para os professores de AEE trabalhar alunos com TGD.

Intervenção do professor de AEE: Com esta atividade pode-se usar a troca de figuras para comunicação com ações motoras do professor ou do aluno. Nesta atividade podem ser trabalhadas as letras e as cores associando-as às imagens e nomes. É uma forma de exercitar a linguagem expressiva ao fazer a leitura em voz alta dos nomes com ajuda do professor e ampliar o vocabulário através da escrita dos mesmos.
    


Quebra- cabeça com rótulos

O jogo é feito com rótulos e papel cartão, ou algum tipo papel resistente, cole as mais variadas imagens de rótulos. O quebra-cabeça é um jogo pedagógico que pode favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com TGD, ele pode ser muito bom para o cérebro, pois requer a formalização e a utilização de estratégias para posicionar as peças. Além disso, os quebra-cabeças são úteis para aperfeiçoar a concentração de crianças, adolescentes e adultos. Este Jogo que pode favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com TEA . Além disso, os quebra-cabeças são úteis para aperfeiçoar a concentração de crianças, adolescentes e adultos. Crianças que resolvem quebra-cabeças em conjunto com outras crianças tendem a agir socialmente ao compartilhar estratégias para resolver de maneira mais eficaz. Após resolvermos um quebra-cabeça, o nosso cérebro libera estímulos para recompensar o trabalho e isso faz com que tenhamos vontade de enfrentar novos desafios.

Para baixar o aplicativo Que-fala! em seu Tablet, acesse o Android Market (Google Play) nesse endereço.
SOftware QUE-FALA!

Conhecendo o Que-Fala!

O Que-fala! é uma prancha de comunicação digital feita para Tablets e Smartphones, com  sistema operacional Android, que permite a introdução de símbolos do próprio computador, da internet, ou dos bancos de dados do ARASAAC e Sclera português. 
Foi desenvolvido por Daniel Bronzeri Barbosa, Roberto Elvira Jr., Paulo Rogério Panhoto e Juliana Remorini, uma terapeuta ocupacional.

Possui um sintetizador de voz em português com uma voz bem inteligível e permite a inclusão de sons personalizados.
Para a personalização da prancha é possível acessar um editor de telas na internet e fazer toda a configuração. 




 Referências: Blog Profª Dra. Pelosi, mirian/ tecnologia Assistiva

8 comentários:

  1. Olá Karla Patrícia, que interessante suas postagens sobre Recursos de baixa tecnologia para alunos com TEA. Vou procurara me aprofundar mais um pouco sobre o tema para subsidiar melhor os meus trabalhos e minhas ações com os alunos. Parabéns. Cristiane

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  2. Olá Karla Patricia você propôs atividades simples, interessantes e lúdicas, para trabalhar não só com os alunos com TEA, mas também com os outros alunos também... Parabéns...

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  3. Karla,

    Sua postagem foi muito interessante, trouxe os cartões para comunicação, o quebra-cabeça com rótulos e a prancha de comunicação digital do QUE FALA, que é uma possibilidade para o aluno com TEA usar em casa e em outros ambientes através de recursos tecnológicos móveis. Parabéns!

    Auristela

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  4. Parabéns karla,
    Suas sugetões de atividades são realmente relevantes para facilitar o processo de aprendizagem das crianças com autismo, principalmente por favorecerem a interação e o desenvolvimento da comunicação.

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  5. Olá Karla, apesar do que QUE FALA não ser um recurso de baixa tecnologia sua atividade está de acordo com as orientações da disciplina. Abraços, Sandra.

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  6. Muito boas suas sugestões,amiga! Acredito que esses cartões de comunicação são recursos fundamentais utilizados no cotidiano de um educando com autismo, sendo este uma alternativa de comunicação, pois sabemos que devemos disponibilizar recursos e estratégias que favoreçam o desenvolvimento e autonomia do educando.

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  7. Olá Karla! Gostei de suas sugestões, principalmente do quebra-cabeça com rótulos, fácil de fazer, podendo ser construído pelo próprio aluno tanto na sala regular como na SRM. Além de favorecer o aprendizado da leitura e escrita contribui para o desenvolvimento da interação social quando construído junto com os colegas. Parabéns!

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  8. Olá Karla!
    As suas sugestões estão bem interessantes. A atividade do quebra - cabeça dos rótulos,tratando-se da professora de sala regular, ela poderá confeccionar com toda a turma, e ampliar a atividade favorecendo a linguagem oral e escrita além da leitura de mundo e construção do conhecimento. O bom que poderá ser utilizado também com as turmas iniciais até o 5º ano.
    Muito bom!
    Socorro Caetano

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