Recursos de baixa tecnologia para
alunos com TEA
Para
planejar estratégias significativas vale repensar sobre o conceito de
tecnologia Assistiva.
Segundo Bersch (2006, p.2), deve ser
entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional
deficitária ou possibilitará a realização da função desejada, que se encontra
impedida por circunstâncias da deficiência.
Para os alunos com TEA, as estratégias e
recursos de baixa tecnologia têm a responsabilidades de apoiar o
desenvolvimento das habilidades de comunicação e de interação social. Os
recursos aqui apresentados podem ser aplicados em alunos de 3 a 8 anos, pois
nessa fase a arte de brincar para VIGOTSKY( 1998), pode ajudar a desenvolver a
comunicação com os que o cercam e consigo mesma, podendo ser aplicado em sala
de aula, biblioteca, sala de recursos multifuncionais e informática. Segue
abaixo alguns exemplos:
Prancha de
Comunicação:
As pranchas
de comunicação podem ser construídas, utilizando-se de objetos, símbolos,
letras, sílabas, palavras ou números. As pranchas são individuais e personalizadas
feitas pela necessidade do aluno, como também devem ser consideradas as
possibilidades cognitivas, visuais e motoras.
Cartões de
Comunicação
Público alvo:
Crianças com TEA com dificuldades de comunicação, motora e interação social.
Local de
utilização: a atividade pode ser utilizada na sala de AEE, na sala regular bem
como em outros ambientes de acordo com o contexto em que a criança se encontra.
Descrição da
atividade: A imagem apresenta vários
cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os
cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se
distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: (substantivos,
alaranjados; adjetivos, azuis; verbos, verdes; sujeitos, amarelos; expressões
sociais, rosa e miscelâneas, branco).
Nesta atividade,
ambos os professores (de AEE e da sala regular) poderão trabalhar diferentes
conteúdos, tais como: substantivos, adjetivos,verbos bem como expressões
sociais. Poderá, ainda, trabalhar as cores. As figuras escolhidas para os
cartões devem ser o mais próximo possível da realidade da criança para que
possa dá sentido e ver funcionalidade no seu uso.
Uma excelente
alternativa para os professores de AEE trabalhar alunos com TGD.
Intervenção do
professor de AEE: Com esta atividade pode-se usar a troca de figuras para
comunicação com ações motoras do professor ou do aluno. Nesta atividade podem
ser trabalhadas as letras e as cores associando-as às imagens e nomes. É uma
forma de exercitar a linguagem expressiva ao fazer a leitura em voz alta dos
nomes com ajuda do professor e ampliar o vocabulário através da escrita dos
mesmos.
Quebra- cabeça com
rótulos
O jogo é feito com rótulos e papel cartão, ou algum tipo papel
resistente, cole as mais variadas imagens de rótulos. O quebra-cabeça é um jogo
pedagógico que pode favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com
TGD, ele pode ser muito bom para o cérebro, pois requer a formalização e a
utilização de estratégias para posicionar as peças. Além disso, os
quebra-cabeças são úteis para aperfeiçoar a concentração de crianças,
adolescentes e adultos. Este Jogo que pode favorecer o desenvolvimento e a
aprendizagem do aluno com TEA . Além disso, os quebra-cabeças são úteis para
aperfeiçoar a concentração de crianças, adolescentes e adultos. Crianças que
resolvem quebra-cabeças em conjunto com outras crianças tendem a agir
socialmente ao compartilhar estratégias para resolver de maneira mais eficaz.
Após resolvermos um quebra-cabeça, o nosso cérebro libera estímulos para
recompensar o trabalho e isso faz com que tenhamos vontade de enfrentar novos
desafios.

Para
baixar o aplicativo Que-fala! em seu Tablet, acesse o Android Market (Google
Play) nesse endereço.
SOftware QUE-FALA!
Conhecendo o Que-Fala!
O Que-fala! é
uma prancha de comunicação digital feita para Tablets e
Smartphones, com sistema operacional Android,
que permite a introdução de símbolos do próprio computador, da internet, ou dos
bancos de dados do ARASAAC e Sclera português.
Foi desenvolvido por Daniel Bronzeri Barbosa,
Roberto Elvira Jr., Paulo Rogério Panhoto e Juliana Remorini, uma terapeuta
ocupacional.
Possui um
sintetizador de voz em português com uma voz bem inteligível e permite a
inclusão de sons personalizados.
Para a personalização
da prancha é possível acessar um editor de telas na internet e fazer toda a
configuração.
Referências: Blog Profª Dra. Pelosi, mirian/ tecnologia Assistiva